LiveMode · GUIA DE UM BUILDER
[ ok ] treinamento concluído
[ ok ] a cobra finalmente obedeceu
[ ok ] carregando as regras de verdade
// guia de um builder · livemode

Você virou um builder da LiveMode.

No treinamento, o pior que podia acontecer era a cobra não obedecer aos seus comandos. Você fechava a aba, e vida que segue.

Agora é diferente. Alguns dos projetos que você construir vão ser indispensáveis para a sua área — e talvez até para a empresa inteira. Quando isso acontece, o projeto passa a ser um produto, e a empresa passa a cuidar dele com você.

// resumo

Resumo, antes do detalhe

Quatro linhas para você se situar. O resto da página explica cada uma — e vale ler o resto, porque é lá que estão os exemplos e o que fazer em cada caso.

  • 01Todo projeto começa pessoal. Você mexe direto, publica onde quiser, e ninguém te cobra nada. É assim de propósito.
  • 02Quando alguma das quatro condições passar a valer, a propriedade muda — e o que você faz é: marcar isso no arquivo do projeto, avisar o seu gestor e levar ao Sentinela. Descobrir a minha etiqueta →
  • 03Chame o Sentinela — a qualquer hora. No começo, no meio, ou depois de pronto; no mais tardar antes de publicar. Ele dá o selo, coloca a etiqueta e leva o projeto para a infraestrutura da empresa.
  • 04Duas coisas não têm como desfazer: senha salva junto com o projeto, e dado de pessoa. Se acontecer, é #resolve-aqui na hora — apagar não resolve. Por quê →
// o que muda

Três coisas passam a valer para você

Nenhuma delas é burocracia. Todas as três carregam a mesma verdade: a empresa paga a conta se der errado — e por isso ela precisa ajudar pra não dar ruim.

01 · continuidade

Você virou ponto único de falha

No exercício, se você sumisse, ninguém notava. Se a sua área passa a depender de uma página que só você sabe colocar no ar, a sua ausência virou risco de operação.

É por isso que a empresa pede um segundo nome — não por desconfiança, e sim para você poder tirar férias.

02 · confidencialidade

O dado agora é real

No treinamento o dado era inventado. Agora você vai usar número de verdade — e às vezes dado de pessoas, que vão exigir cuidados. Isso não é regra da empresa, é lei.

E tem um detalhe que pega todo mundo: quando você salva o projeto, tudo que está na pasta vai junto — inclusive a planilha que você largou ali. E fica guardado, mesmo que você apague o arquivo no dia seguinte.

03 · memória

Você vai precisar saber o que mudou, e quando

Enquanto o projeto era só seu, guardar histórico era luxo. Quando outro time usa o número que a sua página mostra, o histórico deixa de ser luxo.

É o que separa "acho que mudou em julho" de uma decisão tomada com base certa. O projeto começa a ter memória — e a memória é o que permite confiar no dado depois.

// o caminho

Como um projeto acontece aqui

Os comandos estão dentro do passo onde você usa cada um. Os passos marcados ACONTECE não são tarefa sua: são coisas que você só precisa saber que vão acontecer.

01
Comece pelo template

No GitHub, em livemode-org/livemode-template, botão verde Use this template. Você não precisa decorar nada desta página: as instruções, as regras e os comandos já vêm dentro do projeto, e a sua IA lê e aplica sozinha.

gh repo clone livemode-org/livemode-<seuprojeto>

Antes disso: você precisa de acesso ao GitHub da empresa. No treinamento você usou a sua conta, num repositório seu. Projeto corporativo mora na organização da LiveMode — e para isso o seu login precisa estar dentro dela. Não é criar conta nova: a sua identidade continua a mesma, você só ganha acesso.

Peça no #resolve-aqui — e peça antes de precisar. Para projeto pessoal, nada disso é necessário: segue na sua conta.

E se o projeto não nasceu aqui? Acontece — você pode ter começado numa ferramenta de montagem visual, ou num projeto que já existia. Tudo desta página continua valendo: as quatro condições, o arquivo de governança e o Sentinela antes de publicar. O que você perde são as instruções embutidas, então precisa pedir a checagem em voz alta.

02
Construa — e pergunte a qualquer momento

Primeiro, preencha o arquivo de governança: são as duas linhas que decidem o resto. Depois pergunte o que quiser, quando quiser — as instruções do template funcionam durante o projeto, não só no fim. Quanto mais cedo, mais barato.

- **Propriedade:** pessoal    # ou corporativa
- **Nível:** rascunho         # ou produção
- **Dono:** <seu nome>
- **Gestor da área:** <quem herda se você sair>
qual a propriedade deste projeto? roda a checagem
03
Em algum momento, a propriedade mudaACONTECE

Este é o caminho normal, não a exceção. A maioria dos projetos começa pessoal, com dado de teste, sem ninguém olhando — e um dia alguém pede o link, outro time começa a usar, o dado de teste vira dado real.

Aí a propriedade passa a ser corporativa. Não é você perdendo nada: é a empresa entrando para cuidar junto — e assumindo a conta se der errado. As quatro condições te dizem se já chegou.

04
Chame o Sentinela

Pode ser a qualquer hora — e no mais tardar antes de publicar. É ele que dá o selo, identifica o risco do projeto e libera a publicação na infraestrutura da empresa. Chamar antes é o que evita ter que desfazer depois.

Se o risco for alto, o projeto provavelmente vai precisar de ajuste — e aí o time de Segurança passa a acompanhar e ajuda a ajustar. Não é auditoria de fora: é alguém junto.

Ele também conduz a mudança da sua conta para a infraestrutura da empresa.

05
Publique — e proteja antes de mandar o link

Aqui muda conforme a propriedade:

PESSOAL

Publique onde quiser, na sua conta, do jeito que aprendeu no treinamento. Nenhuma regra, nenhum processo.

CORPORATIVA

Vai para a conta da empresa na Cloudflare, e o token é o time de Governança que emite e te entrega pronto. Você não cria conta nem gera credencial.

/deploy-vercel                    # projeto pessoal, na sua conta
/trava-de-dominio livemode.com    # protege o acesso

Note o que não muda: nada do que você aprendeu deixa de valer. O que muda é o caminho, e só quando a propriedade é corporativa.

o erro mais comum, e ele não é técnico

Proteger depois de compartilhar. A pessoa publica, manda o link "só pro meu líder ver", e protege no dia seguinte. Entre um e outro o endereço já foi encontrado pelo Google — e o conteúdo continua guardado lá mesmo depois de você proteger.

A ordem é sempre: publica → protege → abre numa janela anônima → compartilha. Se você entrou na janela anônima, não está protegido.

06
O projeto entra na VitrineACONTECE

Todo projeto homologado entra no catálogo da empresa. É assim que a empresa passa a saber que ele existe — e é onde outro builder encontra o seu trabalho em vez de construir de novo.

E se no caminho você criou algo que outras pessoas vão repetir — uma instrução, um jeito de fazer — isso entra também, separado do projeto.

Um exemplo do começo ao fimclique para abrir

DIA 1 · Alguém de Marcas monta uma página com o status das entregas de cada patrocinador. Dado inventado, só para ver se dá pé. Propriedade pessoal. Nasce do template, nível rascunho, publica na conta dela. Ninguém precisa saber.

SEMANA 3 · Funcionou. Ela troca o dado inventado pelo real — que inclui valores de cota — e manda o link para duas pessoas do Comercial, que começam a consultar antes das reuniões.

AQUI VIROU PRODUTO · Duas condições passaram a valer: vira problema se sair do ar, e mostra número que a empresa não publica. Ela responde as quatro, o resultado é R2, e avisa o gestor.

ANTES DE PUBLICAR DE NOVO · Leva ao Sentinela. Ele confirma o R2, dá o selo e leva o projeto para a infraestrutura da empresa — o token vem pronto do time de Governança. Como é R2 com a área cuidando, ela indica alguém do time que consegue colocar o projeto no ar sozinho.

RESULTADO · A página continua sendo dela, no dia a dia. O que mudou: está no catálogo, tem endereço fixo, o histórico é registrado, e se ela sair de férias o Comercial não fica na mão. Ela não perdeu nada — ganhou uma rede.

// as etiquetas

As quatro etiquetas

Todo projeto tem uma. Ela resolve três coisas de uma vez: de quem é a propriedade, quanto cuidado ele exige para mudar e quem cuida dele no dia a dia. Quem coloca formalmente é o Sentinela — e ela não é opinião de ninguém: sai de quatro condições objetivas.

Não é nota. Um projeto crítico bem cuidado é mais seguro que um projeto simples abandonado. Ela serve para duas coisas: onde a empresa olha primeiro, e quem cuida do projeto no dia a dia.

Abre numa aba nova, com as quatro condições. No fim ele devolve as linhas prontas para colar no arquivo do seu projeto.

// não é só você

O seu gestor responde por isso junto com você

Isto não funciona por vigilância — ninguém vai auditar todos os projetos da empresa. Funciona porque a responsabilidade está em duas pontas, e não só na sua.

a sua parte

Perceber, marcar e levar

Responder as quatro condições com honestidade, escrever as linhas no arquivo de governança, e perceber quando a propriedade mudou — levando o projeto ao Sentinela quando isso acontecer.

Não te cabe decidir caso difícil sozinha. Na dúvida: seu gestor, o Sentinela, ou o #resolve-aqui.

a parte dele

Mapear a área — e como

Listar o que a área usa que não veio de Tecnologia — as páginas, os painéis, as planilhas que viraram ferramenta. Para cada um: quem construiu, quem usa hoje, e as quatro condições.

O que sair corporativo vai ao Sentinela. Não precisa de sistema: uma lista e uma conversa por pessoa resolvem. Quem sabe o que a área usa todo dia é o gestor — Tecnologia não descobre isso de fora.

É também para ele que o projeto vai, automaticamente, se você sair ou mudar de área.

// o que é novo de verdade

A sua IA também precisa de coleira

Todo o resto desta página é sobre o projeto. Esta parte é sobre como você o constrói — e é o único risco que não existia antes de você virar builder. A sua IA lê arquivos, roda comandos e usa as suas credenciais.

permissão é escolha

"Aprovar tudo" não é configurar

É deixar de configurar. O projeto declara o que a IA faz sozinha; o resto ela pergunta. Chato nos primeiros dias, e é o que impede o comando destrutivo silencioso.

conectar é conceder

Conector ligado vale mesmo sem uso

Uma conexão com escrita em Airtable, Slack, Drive ou e-mail vale mesmo que você nunca use. Se o projeto não precisa, desconecte: é acesso permanente, não atalho ocasional.

o risco que não parece risco

O que a IA lê é dado, não ordem

Uma planilha, uma página, um comentário que a IA abre pode conter texto escrito para ela, mandando fazer algo. Se o seu projeto alimenta a IA com conteúdo de fora, nunca deixe esse conteúdo decidir uma ação.

e esta é a única que trava

Credencial de produção não fica na máquina onde você experimenta. É a máquina onde a IA tem mais liberdade — o pior lugar possível para a chave que mexe no que está no ar.

// honestidade

Uma coisa que ainda depende de você

sem rede de proteção automática

Nada impede uma senha de entrar no projeto por acidente

Hoje não existe verificação automática que barre isso. A sua IA olha e avisa — mas se ela avisar e você seguir de qualquer jeito, o conteúdo entra no histórico. E aí só resolve desativando a chave.

Estamos montando essa proteção. Até ela existir, quando a sua IA avisa sobre senha, chave ou dado de pessoa, ela está certa — pare e resolva antes de seguir.

E se já foi: o que fazer quando vaza está nas dúvidas. O resumo é curto — procure o #resolve-aqui e não tente apagar.

// dúvidas

Perguntas frequentes

Aqui mora o porquê — inclusive o das regras que parecem chatas — e o que fazer quando alguma coisa dá errado. Clique na pergunta para abrir a resposta.